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UMA IGREJA VENCEDORA

01 - Vencendo o Desânimo

“De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados;”
2 Coríntios 4:8

Quais são os motivos que nos desanimam?

 

As batalhas da nossa vida podem nos levar ao desânimo, provocando um cansaço excessivo. Trabalhamos muito, precisamos suprir nossa família tanto financeiramente quanto emocionalmente e, com isso, acabamos sobrecarregados.

 

O trabalho na igreja também pode gerar desânimo. Muitas vezes há muita dedicação, muito esforço, investimento de tempo, oração e serviço, e tudo isso, quando não é equilibrado com descanso e renovação espiritual, pode nos deixar cansados.

 

A falta de reconhecimento também pode nos desanimar. Às vezes esperamos reconhecimento na igreja, no trabalho ou na família. Quando a dedicação não é reconhecida, isso pode gerar frustração, desânimo e até queda na qualidade do que fazemos.

A ofensa ou afronta de alguém também pode causar desânimo. Ficamos chateados quando somos confrontados ou quando nossa vontade não é atendida. Muitas vezes ficamos cegos, pois todos queremos que as coisas aconteçam do nosso jeito. Quando isso não acontece, o desânimo pode tomar conta do coração.

A falta de contato com Deus é outra grande causa do desânimo. Quando não persistimos na oração e na leitura da Bíblia — que são fontes diárias de renovação espiritual —, ficamos vulneráveis. Sem essas práticas, o desânimo certamente nos alcança.

Expectativas frustradas em relação à igreja também podem nos desanimar. Às vezes estamos bem espiritualmente, mas achamos que a igreja não acompanha esse momento. Olhamos e dizemos que a igreja está fria, e isso gera desânimo em nós.

Todas essas coisas, e muitas outras, podem tornar nossa caminhada pesada e nos levar ao desânimo. É importante entender que o desânimo não é sinal de falta de fé, mas é um sinal de alerta espiritual e emocional.

 

A decisão de não desanimar

Paulo nos ensina algo poderoso quando diz: “De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados.”

Paulo reconhece a pressão, mas toma uma decisão: não se permitir desanimar. Ele sabe que é pressionado, mas não se entrega. O desânimo pode bater à porta, mas permanecer desanimado constantemente revela que algo não vai bem em nossa vida espiritual.

 

Precisamos, urgentemente, nos levantar e questionar a nós mesmos:

  • Por que estou desanimado?
  • Tenho motivos reais para isso?
  • O motivo do meu desânimo é maior do que os benefícios que recebo do meu Deus?
  • E se Deus ficasse desanimado comigo?

O desânimo e a prioridade espiritual


É interessante perceber que o desânimo interfere na nossa vida na igreja, mas não paralisa totalmente outras áreas. Continuamos trabalhando, seguindo a rotina, mas nossa comunhão e serviço na igreja são afetados.

 Por que isso acontece?
Será que a igreja deixou de ser prioridade? Será que não compreendemos o valor do evangelho em nossa vida?
Por que Deus sempre acaba ficando por último?
Esquecemos que Deus nos prioriza. Ele cuida de nós, nos capacita, investe em nós, nos ama e se entregou por nós. No entanto, quando se trata da obra de Deus, encontramos inúmeros obstáculos para servir.

        É como um filho que não percebe o quanto é beneficiado na casa dos pais e não valoriza o sacrifício que eles fazem. Muitas vezes agimos assim com Deus. Aquele que nos dá tudo parece não merecer nosso tempo. Estamos sempre cansados, sempre desanimados. Qualquer coisa nos desanima, mas, se alguém nos chama para passear, logo dizemos: “Eu mereço.”

E Deus, não merece nosso esforço?

Precisamos refletir seriamente sobre isso.

Um chamado ao ânimo espiritual

Meus irmãos, não podemos viver desanimados. Somos servos de Deus, lavados e remidos pelo sangue de Cristo. Fomos comprados por alto preço. Temos a promessa de que Jesus voltará para nos buscar. Sabemos que no mundo teremos aflições, mas a Palavra nos exorta:

“Tende bom ânimo.”

 

Que motivo pode ser maior do que Cristo?

 

Os apóstolos viviam sob constante ameaça de morte, mas seguiram em frente pregando o evangelho e não desanimaram. A grande maioria de nós nunca foi ameaçada de morte por causa da fé.

A igreja primitiva vivia perseguida, sem liberdade para cultuar, sem lugares fixos, mas mesmo assim não desanimava. Eles continuavam servindo. E nós? Estamos sendo perseguidos? Não. Somos, talvez, a geração mais abençoada de todos os tempos — e, infelizmente, uma das mais ingratas.

 

Não há muita diferença entre nós e o povo que reclamava no deserto.

Conclusão

É necessário um despertamento espiritual, um renovo. Temos uma boa igreja, comunhão, as bênçãos de Deus todos os dias e, ainda assim, encontramos motivos para reclamar e desanimar. Isso não pode continuar assim.

 

Sejamos gratos e cheios de ânimo.

Estejamos prontos para servir a Deus com alegria.

 

Pr. Claudio Henrique Duarte
www.sigaele.com.br

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